Ando pela rua triste, meramente ilustre
Pisando o chão que ouve o barulho do mar
Breves passos lindas pernas vem;
Quem é ela? Será que é de alguém?
-Hei menino, ninguém tem ninguém.
Ando atrás da Afrodite, por puro palpite.
Olhando o céu que vê quase todo lugar.
Suponho que exista o caminho verídico.
Além de dentro de mim onde estará?
-Aquela talvez seja a pessoa certa.
Ando perdido no mar da inconstância;
Com medo do tédio virar vingança
Quero tudo mordido ao mesmo tempo.
Outras horas nada quero, só marasmo.
Onde será que amei? É pra sempre?
Ando pedindo perdão, culpado em tudo.
Mas o fracasso tem nome e sobrenome;
Tudo por confiar em alguém. Um refém.
Estava escondido no interior do amor.
Quanto falta para cobrir o preço? Acabou?