dezembro 21, 2011

O Olhar




Olhar é a porta da esperança. É o caminho menos árduo da bonança. Um olhar infinito na lembrança. Um outro como eterna herança. Nada tão longínquo se alcança. Um olhar fortuito que estremeça. Um daqueles marcantes que não se esqueça. O olhar mais próximo que eu mereça. Não vê que o olhar do fim também começa. Como uma forma intrínseca disfarça. O mesmo olhar que até sorrir lhe faça. De tão intrigante o mesmo olhar distante é o que passa. E se olhando a gente tenta, se esforça. No impasse que ultrapasse os limites compreensíveis deste olhar que entra. Sem pedir licença...