Vejo você dormindo... com um quase sorriso.
E todo passado cai de para-quedas.
Cheio de inconsciência, cheio de medo.
Sinto o cheiro da controvérsia se aproximando
Então pergunto-me: E agora?
Divago nas linhas do teu corpo, tão desejado ainda.
Aproximo minhas mãos respirando alto
Mas meu corpo se queda inútil no seu contrário.
Tudo que ela não precisa agora é de mim...
Nos aproximamos afim de uma distância infinita.
A dor parece uma navalha que procura a morte
Minha sorte de hoje é a consequência do ontem.
Com a mesma dose de veneno
Brindamos seu antigo e meu novo sofrimento
Tão parecidos quanto gêmeos.
Agora sou o que te fiz
E no mundo não há alguém mais triste
do que eu respirando tua vingança.
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