abril 26, 2010

Bumerangue

Vejo você dormindo... com um quase sorriso.

E todo passado cai de para-quedas.

Cheio de inconsciência, cheio de medo.

Sinto o cheiro da controvérsia se aproximando

Então pergunto-me: E agora?

Divago nas linhas do teu corpo, tão desejado ainda.

Aproximo minhas mãos respirando alto

Mas meu corpo se queda inútil no seu contrário.

Tudo que ela não precisa agora é de mim...

Nos aproximamos afim de uma distância infinita.

A dor parece uma navalha que procura a morte

Minha sorte de hoje é a consequência do ontem.

Com a mesma dose de veneno

Brindamos seu antigo e meu novo sofrimento

Tão parecidos quanto gêmeos.

Agora sou o que te fiz

E no mundo não há alguém mais triste

do que eu respirando tua vingança.

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